domingo, 22 de abril de 2012

O Brasil não é o único país que tenta restringir a entrada de vinho importado no seu mercado.

Caros leitores.

Encontrei este texto no site da Vinícola Garibaldi e resolvi compartilhar com vocês . Leiam e emitam vossas opiniões!

 Existem países que taxam o vinho em até 1.000%, como é o caso do Egito. A Inglaterra, maior importador de vinhos do mundo, tem carga total de impostos de 55% para vinhos importados. Outros restringem a entrada com barreiras sanitárias, como é o caso da União Europeia. Outros ainda dificultam ao máximo a importação, exigindo uma aprovação prévia dos rótulos antes da importação. Os Estados Unidos obrigam o exportador a ter um importador para cada um dos 50 Estados americanos, que só pode vender para um distribuidor, e este para um varejista. Só depois é que o produto poderá ser vendido ao consumidor. No Brasil, o mesmo CNPJ (estabelecimento comercial) pode fazer a importação, distribuição e venda por atacado ou varejo. A cadeia de impostos, neste caso, fica mais curta, o que implica em uma diminuição considerável da carga tributária para os estabelecimentos que importam direto. Há inúmeras formas e medidas de se controlar a importação. A salvaguarda é uma das mais claras e objetivas, além de ser permitida e regulada pela OMC.

12 comentários:

  1. Nos países rigidamente muçulmanos se uma mulher que foi estuprada procurar a polícia será imediatamente presa. Ela confessou um crime, ter relações sexuais ilegais! Detalhe que essa mulher será encarcerada em uma cela masculina coletiva, e pela tradição será estuprada por todos os detentos. Já o estuprador... Vai depender de muita coisa. Para começar, no mundo muçulmano o testemunho de um homem vale o testemunho de duas mulheres! A estuprada terá de conseguir mais duas testemunhas, pois se conseguir uma só, coisa já inimaginável, a questão estará empatada. O que quero dizer com isso? Que vir com essa conversa de comparação com outros países é idiotice ou safadeza! Vai beber vinho no Egito!

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  2. Engraçado que nos estados unidos mesmo com toda dificuldade que você falou os vinhos são super baratos em relação a simplicidade brasileira.

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  3. O que está faltando à alguns brasileiros é o espirito nacionalista que existe entre os gauchos,argentinos, americanos, italianos, franceses, só para citar os principais.

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  4. Sou a favor de demonstrarmos nosso patriotismo invadindo a Ilha de Ascensão! Fora ingleses!

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  5. Marcos Paulo Solano22 de abril de 2012 14:48

    Caro João Veloso,
    Esta informação sobre a carga fical dos vinhos na Inglaterra é no mínimo curiosa! Quem conhece o país dos Beatles ou assina a revista decanter, sabe que os preços dos vinhos lá são no mínimo 3 ou 4 vezes mais baratos que no Brasil da "maravilhosa" IbraMiolo...
    Todos de preto na Expovinis contra a maldita Salvaguarda desta máfia Gaúcha do vinho!!!! Boicote Neles
    Abs

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  6. Barbaridade tchê! Agora compreendi tudo! Brasileiro é uma nacionalidade! Gaúcho, Argentino, Americano, Italiano, Francês são nacionalidades diferentes! Os gaúchos na verdade querem que a gente importe o vinho deles!

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  7. Apenas para deixar claro,não sou favorável a salvaguardas , mas boicotar um produto nacional, acho que é uma atitude radical.
    Existem outras formas de protestar, sem trazer prejuízos a quem quer que seja.
    Mas pelo nível de alguns comentários, dá para entender o radicalismo do protesto.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. O radicalismo dos protestos não se resume a palavras! Essa semana mesmo deixei de comprar um guarda-chuva quando o vendedor me informou que era de uma empresa gaúcha! Aliás, vendido com marca gaúcha mas fabricado na China! Imagina, eu, brasileiro, comprar um guarda-chuva feito na China e importado da República do Rio Grande do Sul, terra de nacionalistas! E por falar em prejuízo, que tal o prejuízo de importadoras, lojas especializadas, sommeliers, restaurantes, e no final das contas consumidores? Os gaúchos não sabem o radicalismo que os espera!

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  10. Sou contra a salvaguarda,sou contra o boicote,sou a favor da desoneração do vinho fino brasileiro,mas convenhamos,o Brasil precisa deixar de ser a lixeira de vitivinicultura mundial.Tem muita gente tomando vinhos de uva criolla pensando tratar-se de um malbec argentino.

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  11. Oi João,

    Peço desculpas por um comentário um pouco detalhado abaixo:

    Na Inglaterra não existe uma porcentagem na taxa de importação. Inglaterra pratica um ‘excise duty’ por hectolitro, que é aplicado para vinhos produzidos na Inglaterra e vinhos importados que é GBP 241, 23 por hectolitro que fica GBP 1,80922 por garrafa de 0.75 cl. Fora disso há a taxa de circulação de mercadorias de 20%. Inglaterra é o pais com mais altas taxas de vinho na Europa, mas usando como argumento de protecionismo é enganoso.

    Não é verdade que é necessário ter um importador em cada estado federal nos EUA, mas cada estado tem as próprias regras de vendas de vinho e álcool, então cada estado precisa de um distribuidor diferente. Usando EUA como um argumento de protecionismo em questão de vinho chega a ser ridículo. A alíquota de importação de vinho no EUA é so 6,3 centavos por litro e comparado ao 27% no Brasil. EUA produz 4.3 milhões de toneladas de vinho e importa 695 milhões de litros. EUA é o maior mercado de vinho do mundo e uma ótima possibilidade para o Brasil. EUA importa vinhos de todos os países produtores do mundo.

    Trabalho com uma importadora sueca que importa vinhos do mundo inteiro, inclusive do Brasil, sem nenhuma restrição sanitária europeia. Na Suécia o que mais vende não são vinhos europeus, mas vinhos da Argentina, Chile, Austrália e África do Sul. Eles devem se referir ao simples formulário europeu chamado VI1, que consta como análise na importação. Isso é algo muito simples e uma rotina normal para as vinícolas.

    O consumo de vinho per capita no Brasil aumentou nos recentes anos e está agora 2,15 litros, incluindo vinho de mesa. Contando só vinhos com uvas viniferas, o consumo per capita no Brasil é de 0,48 litro. Parece muito melhor focar no positivo, e divulgação, sem risco de reverter o quadro de aumento de consumo, sem restrições. Há espaço para todos, nacional e importado. Imagino o potencial do minúsculo consumo de vinho fino de 0,48 litros per capita para chegar com algo perto de, por exemplo, Uruguay e Argentina de 25 litros per capita.

    Abraços
    Ulf

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    1. Prezado Ulf.
      Muito obrigado por seu esclarecimento.Sim,é verdade,é melhor trabalhar para aumentar o consumo interno,que ainda tem muita margem para crescer.

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